quarta-feira, 19 de julho de 2017

Quase adeus

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Quase adeus

Deixou um quase adeus disfarçado de até logo
Um triste olhar através da cortina
E aquele mar de indefinidas sensações
Aquele brilho molhado nas retinas.

Se foi como se fosse ali na esquina
Como se pra jantar inda voltasse
Mas levou  quase tudo de seu
Desde a escrivaninha a um par de botinas
Nosso amor, nosso afeto e saudades.


Autor
Carlos Marcos Faustino
10/07/2017 – segunda-feira- 23h33









quarta-feira, 5 de julho de 2017

sonhos ao vento

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Sonhos ao vento

É preciso nortear os passos
Não deixar planos ir por água abaixo
Nem acumular sonhos em gavetas
A espera que um dia talvez tudo  aconteça.

É preciso voar, planar no espaço
Dançar todas as canções possíveis
Amores impossíveis, paixões alucinantes
Vive-los na intensidade dum único instante.

O tempo te espreita a todo momento
Enquanto te leva na sua toada insana
Já no espelho não refletes jovialidade
mesmo ainda agarrado aos sonhos da mocidade

Esvazia tuas gavetas  enquanto é tempo
A tua poesia talvez os vivencie
Um dia poderão ouvir teus sonhos na voz do vento
Deixa que as futuras gerações os apreciem.

Autor
Carlos Marcos Faustino
05/07/2017  - quarta-feira -21h57



domingo, 2 de julho de 2017

Minhas aquarelas


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Minhas aquarelas


Estando eu no meu trem
A muito mais que sessenta
Numa saudade que alenta
E acalma como ninguém
Das lembranças que me seguem
Em versos deixo as mais belas
Minhas sutis, doces telas
As flores dos meus jardins
Um sentimento sem fim
Estampado em aquarelas


Autor
Carlos Marcos Faustino

02/07/2017-domingo – 15h58

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Esquinas


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A partida

Esquinas( L  á -  LIII)


As vozes são piruetas
 De risos todas vestidas
 Tristezas adormecidas
 Numa mesma silhueta
Os problemas na gaveta
 Tudo isso se aquieta
 A Lua observa inquieta
 A cena que lhe alucina
 Os colóquios da esquina
 Ebriedade dos poetas

04/06/2017-domingo – 23H48


-LI-

 Noites nem só borboletas
Aquelas carmim no riso
Alçam voos indecisos
Com suas historietas
Versos feito operetas
Eles mostram mil facetas
A mim não são indiscretas
Não sei por que te amofinas
Os  colóquios da esquina
Ebriedade dos poetas

05/06/2017 - segunda-feira -00h12


-LII-


Nem só o luar lá fora
Serestas na madrugada
Turvo olhar, alma lavada
À mercê dos bota-fora
Estenda a mão, não é hora?
Antes que a vida os remeta
Ali aos pés da sarjeta
Tem gente que abomina
Os  colóquios da esquina
Ebriedade dos poetas

05/06/2017- segunda-feira – 00:38

-LIII-

Viola embaixo do braço
Cai da cabeça o chapéu
Solta a voz o menestrel
No canto em descompasso
Espelham-se seus pedaços
Toda essa mágoa quieta
Duvido que não te afeta
Se quiser pode, opina!
Os colóquios da esquina
Ebriedade dos poetas

05/06/2017 – segunda-feira – 01:02



domingo, 4 de junho de 2017

Pra você tiro o chapéu

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Pra você tiro o chapéu


Viajante em mar revolto
No meu barco de papel
Pensamentos, meu cinzel
Deixo assim tudo tão solto
Embora esteja envolto
Nessas trilhas do teu céu
“De versos eterno véu”
Por isso é que te digo
Pasmei, pasmei meu amigo
Pra você tiro o chapéu.



Afora todos os meus ais
Eu jamais conseguiria
Construir por ousadia
Com palavras magistrais
Os seus versos celestiais
Muito mais que um menestrel
Seu canto nos mostra o céu
Por isso eu te bendigo
Pasmei, pasmei meu amigo
Pra você tiro o chapéu


terça-feira, 30 de maio de 2017

Expresso 66

A imagem pode conter: árvore, planta, atividades ao ar livre e natureza

Expresso 66

O expresso 65 já se vai
Pelos dias segue atrás dos anos
Numa maratona doida, doída
Correndo afoita pela vida
Que aos poucos se esvai.

Vem comigo por qualquer motivo
A areia da ampulheta cai
Pode não  haver outro momento
Você tem tempo? Você tem tempo?


Vai ficar meu pensamento
 Estampado nos meus versos
Não sei ao certo,
Como é o fim da curva
Corro, corres ,todos correm
De um modo ou de outro
Uns no ápice
Outros no fundo do poço

Enquanto isso os dias morrem
Uns vão colhendo os louros
Mas todos vão, querendo ou não
Mesmo sem taças, medalhas
Mesmo sem flores, sem velas
Um a um, todos se vão


O expresso 65 já vai
Pelos dias, segue atrás dos anos
Nesta maratona doida, doída
Vai correndo atrás da vida
Que aos poucos se esvai.


Autor
Carlos Marcos Faustino

13/12/2015 – sexta-feira – 08h56

Nau dos desejos

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Nau dos desejos

Quero estes lábios
Sorridentes perto dos meus,
Esses olhos penetrantes feito um breu,
Profundo, imenso, um mar onde me deito,
A espera  de seus beijos.

E ali naquela alucinante tempestade,
Nossas naus à mercê dos desejos.
Seguem afoitas sem pejos,
Nesta intempestiva viagem.

E a ondas que assolam nossos barcos,
Nos remetem aos confins do paraíso,
Quando no ápice dos nossos suspiros
Desfalecemos  corpos abraçados,
Acelerados corações em descompasso.

Autor
Carlos Marcos Faustino
30/05/2017 – terça—feira- 09:34


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