segunda-feira, 5 de junho de 2017

Esquinas


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A partida

Esquinas( L  á -  LIII)


As vozes são piruetas
 De risos todas vestidas
 Tristezas adormecidas
 Numa mesma silhueta
Os problemas na gaveta
 Tudo isso se aquieta
 A Lua observa inquieta
 A cena que lhe alucina
 Os colóquios da esquina
 Ebriedade dos poetas

04/06/2017-domingo – 23H48


-LI-

 Noites nem só borboletas
Aquelas carmim no riso
Alçam voos indecisos
Com suas historietas
Versos feito operetas
Eles mostram mil facetas
A mim não são indiscretas
Não sei por que te amofinas
Os  colóquios da esquina
Ebriedade dos poetas

05/06/2017 - segunda-feira -00h12


-LII-


Nem só o luar lá fora
Serestas na madrugada
Turvo olhar, alma lavada
À mercê dos bota-fora
Estenda a mão, não é hora?
Antes que a vida os remeta
Ali aos pés da sarjeta
Tem gente que abomina
Os  colóquios da esquina
Ebriedade dos poetas

05/06/2017- segunda-feira – 00:38

-LIII-

Viola embaixo do braço
Cai da cabeça o chapéu
Solta a voz o menestrel
No canto em descompasso
Espelham-se seus pedaços
Toda essa mágoa quieta
Duvido que não te afeta
Se quiser pode, opina!
Os colóquios da esquina
Ebriedade dos poetas

05/06/2017 – segunda-feira – 01:02



domingo, 4 de junho de 2017

Pra você tiro o chapéu

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Pra você tiro o chapéu


Viajante em mar revolto
No meu barco de papel
Pensamentos, meu cinzel
Deixo assim tudo tão solto
Embora esteja envolto
Nessas trilhas do teu céu
“De versos eterno véu”
Por isso é que te digo
Pasmei, pasmei meu amigo
Pra você tiro o chapéu.



Afora todos os meus ais
Eu jamais conseguiria
Construir por ousadia
Com palavras magistrais
Os seus versos celestiais
Muito mais que um menestrel
Seu canto nos mostra o céu
Por isso eu te bendigo
Pasmei, pasmei meu amigo
Pra você tiro o chapéu


terça-feira, 30 de maio de 2017

Expresso 66

A imagem pode conter: árvore, planta, atividades ao ar livre e natureza

Expresso 66

O expresso 65 já se vai
Pelos dias segue atrás dos anos
Numa maratona doida, doída
Correndo afoita pela vida
Que aos poucos se esvai.

Vem comigo por qualquer motivo
A areia da ampulheta cai
Pode não  haver outro momento
Você tem tempo? Você tem tempo?


Vai ficar meu pensamento
 Estampado nos meus versos
Não sei ao certo,
Como é o fim da curva
Corro, corres ,todos correm
De um modo ou de outro
Uns no ápice
Outros no fundo do poço

Enquanto isso os dias morrem
Uns vão colhendo os louros
Mas todos vão, querendo ou não
Mesmo sem taças, medalhas
Mesmo sem flores, sem velas
Um a um, todos se vão


O expresso 65 já vai
Pelos dias, segue atrás dos anos
Nesta maratona doida, doída
Vai correndo atrás da vida
Que aos poucos se esvai.


Autor
Carlos Marcos Faustino

13/12/2015 – sexta-feira – 08h56

Nau dos desejos

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Nau dos desejos

Quero estes lábios
Sorridentes perto dos meus,
Esses olhos penetrantes feito um breu,
Profundo, imenso, um mar onde me deito,
A espera  de seus beijos.

E ali naquela alucinante tempestade,
Nossas naus à mercê dos desejos.
Seguem afoitas sem pejos,
Nesta intempestiva viagem.

E a ondas que assolam nossos barcos,
Nos remetem aos confins do paraíso,
Quando no ápice dos nossos suspiros
Desfalecemos  corpos abraçados,
Acelerados corações em descompasso.

Autor
Carlos Marcos Faustino
30/05/2017 – terça—feira- 09:34


terça-feira, 23 de maio de 2017

Sementes


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A Partida- XII

Sementes

Espalho as minhas sementes,
Pra que o mundo floresça,
Pra que em tempos de colheita,
Nossos filhos sorridentes,
Com amor no peito latente,
Semearão com ternura,
Nos campos,  nova mistura,
Que trará mais esperança,
O riso de uma criança
É promessa de venturas.

Autor
Carlos Marcos Faustino
19/03/2014-Quarta feira- 22h17

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Menino


Resultado de imagem para versos de menino



A Partida - XLI -

Menino


Também já fui um menino
Versejei em meus brinquedos
Fiz encanto dos meus medos
 E tudo o que hoje assino
 Lembranças que descortino
 Meninice, adolescência
Com toda aquiescência
Sentimentos submersos
Deixo pro mundo em meus versos
Provas da minha existência

Autor
Carlos Marcos Faustino
18/05/2017 – quinta-feira – 17h09

Dança da vida

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A  partida  -XL -

Dança da vida

Viver aqui neste plano
Requer  ter sabedoria
Pra dança de todo dia
O mundo está leviano
Tanto pensamento insano
Oh! Deus quanta incoerência
Parto com antecedência
Indo pra outro universo
Deixo pro mundo em meus versos
Provas da minha existência

Autor
Carlos Marcos Faustino

18/05/2017- quinta-feira - 14h11

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